História e Geografia de Portugal

Ramiro Romão – Ag. Prof. João de Meira – Guimarães

A3 – Os Muçulmanos na Península Ibérica – Convivência e confronto

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3.1. A ocupação muçulmana – o império muçulmano

A Península Ibérica depois do Império Romano

No século V o império romano sofreu a invasão dos povos germânicos, menos desenvolvidos culturalmente, a quem os romanos chamavam bárbaros. Depois de alguma resistência, o império romano do ocidente acaba por fragmentar-se e desaparecer.

Na Península Ibérica fixaram-se dois povos, os Suevos e os Visigodos (409 d. C.). Coexistiram durante algum tempo, tendo o reino dos Suevos capital em Braga e o dos Visigodos em Toledo.

Reinos Bárbaros da Península Ibérica

Em 585 os Visigodos conquistaram o reino dos suevos, e unificaram a Península Ibérica. Depressa adquiriram os costumes mais desenvolvidos das populações romanizadas: cristianizaram-se e começaram a usar o latim e a fazer leis como os romanos.

Capela de São Frutuoso de Montélios (in: http://www.jf-real.com/imagens/10Foto3.jpg)

 

 

 

 

 

 

O crescimento do Império Muçulmano

Na Arábia, península do continente asiático muito pobre e seca, surgiu entretanto uma nova religião. O seu profeta, chamado Maomé, nasceu na cidade de Meca e começou a pregar uma nova religião (em 612 d. C), depois de ter sido visitado pelo arcanjo S. Gabriel, que lhe disse para escrever as palavras de Deus num novo livro sagrado, o Corão.

Página do Corão

 

 

Todos os povos da Península Arábica acabaram por se converter ao Islão, tornando-se Muçulmanos.

Seguiam os preceitos do Corão, e acreditavam num Deus único, a que chamam Alá (Deus em árabe).

A religião islâmica é ainda hoje uma das grandes religiões do mundo.

Como a sua região era pobre, os muçulmanos iniciaram um processo de expansão territorial, conquistando novas terras com dois grandes objetivos:

- Espalhar a sua fé, convertendo os outros povos;

- Conquistar terras e riquezas, para melhorar as suas condições de vida.

 

 

A Invasão da Península Ibérica

No início do século VIII, os visigodos enfrentavam um problema. Sendo um povo guerreiro, escolhiam os seus reis de entre os “nobres/guerreiros” mais poderosos, o que provocava conflitos muitas vezes violentos, entre os vários interessados.

Em 711, o rei escolhido pela maioria, Rodrigo, enfrentava a oposição dos descendentes do rei anterior, que não o reconheciam como soberano. Estes, para poderem derrotar o exército de Rodrigo, pediram ajuda aos muçulmanos, que nesta data já tinham conquistado todo o Norte de África.

Os Muçulmanos atravessaram então o estreito de Gibraltar e derrotaram o exército de Rodrigo na batalha de Guadalete, mas depois continuaram a sua conquista da Península Ibérica. Em 713, só uma pequena zona montanhosa a norte (as Astúrias) se mantinha livre do domínio muçulmano.

Império Muçulmano no séc VIII ( in: http://hgp-recursos.blogspot.com)

3.2. A resistência e a reconquista cristã

Em 722 os cristãos vencem a batalha de Covadonga. A partir daí a região das Astúrias será a origem da Reconquista Cristã da Península Ibérica.

Os reinos cristãos da Península Ibérica no início do séc XI (in: http://hgp-recursos.blogspot.com)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3.3. A herança muçulmana

Written by ramiroromao

10/01/2010 at 22:37

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